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A felicidade constrói-se não se compra no "HAPPY MEAL"





Cada vez temos menos recursos para rechear a nossa vida de coisas fantásticas e espectaculares,por isso é que cada vez é mais importante usarmos a nossa imaginação para conseguirmos manter algum equilíbrio e alcançarmos a tão desejada FELICIDADE!


Dia 1 de Junho a Verinha começou a ir à praia com a Creche. Já não me lembrava o que isso implicava!

As enormes listas de coisas que têm que constar dentro dum pequenina mochila, o besunta-los de creme às 7 da manhã, enfim uma animação. 

Mas houve uma coisa que para mim foi ponto acente: vou aproveitar a ida da Verinha para a praia às 8 da manhã para fazer o meu exercício diário, e começar o dia duma forma diferente.

A educadora avisou-me logo que o trânsito nesse dias fica uma confusão, então qual é a dúvida?! Às 7 acordo a Ana e a Verinha. Tomamos as três o pequeno almoço, besuntamos e vestimos a Verinha, pomos tudo na mini mochila, e cá vamos nós! O super carrinho da tia Mariana(que já está mais que pago), faz-se à estrada e vamos ver Lisboa a acordar. Que maravilha!!! (30 min para lá todas juntas, 30 min de volta sozinha)

A Verinha canta o caminho todo, a Ana em cada esquina diz: "Adoro estes passeios!" e eu fico radiante porque tenho a certeza que fiz uma escolha muito acertada.Só o facto de ter deixado o carro em casa, o que isso mudou o começo do nosso dia.

Cada vez exploro mais estas pequenas coisas, que parecem pequenas mas fazem tanto por nós! É nestas caminhadas que pomos as ideias em ordem, libertamo-nos de maus pensamentos, oxigenamos o cérebro e vamos passo a passo sendo um bocadinho mais felizes! E isso é tão bom ! 

VERA LIMA MAYER MORAIS

Vera - Uma familia GRANDE



A Mãe Me Quer convidou lindas Mulheres para escrever neste blog, algumas já começaram a escrever alguns posts outras vão começar a partir de agora. Aqui fica a apresentação da Vera Que escreve sobre: Uma família GRANDE.


Olá, eu sou a Vera.





Tenho 42 anos e 4 filhos. Sou a 2ª e última filha dos meu queridos pais. Nasci em Lisboa por insistência das avós, porque podia ter nascido em Timor onde os meus pais viviam na altura. Ainda bem que elas insistiram, porque se não não vos estaria a escrever – tive que levar uma transfusão total de sangue logo à nascença. Talvez tenha sido esse princípio de vida tão atribulado que me fez ver a vida da maneira que a vejo!0
Herdei a sensibilidade e energia da minha mãe e a determinação e optimismo do meu pai(e tamanho também)!



Vivi até aos 5 anos em Lisboa, e depois fui morar para São Paulo. Apesar de terem sido só 4 anos e meio, para mim marcaram-me muito. Estava longe da família, deixei a saia da minha mãe para entrar num colégio gigante, falavam uma língua um pouco estranha e tudo era muito diferente.

Com 9 anos voltámos. Finalmente! Que saudades que eu tinha das minhas avós e dos meus primos. Sempre que partíamos chorava agarrada à minha avó que nos levava até à porta do avião. Quando voltámos, fomos viver para Miraflores, na altura um lugar longe e afastado do centro. Mas tinha um quarto só para mim, com um canto onde eu reproduzia toda a vida com que sonhava, todo o meu imaginário: o quadro da escola, a casinha das bonecas, os desenhos… eu sei, já era bem crescidinha mas ainda gostava muito de brincar. E brinquei até muito tarde. Era a 2ª mãe de todos os meus primos, e eles eram muitos. Era como se eu vivesse sempre num mundo imaginário, onde só havia brincadeira. Não entravam zangas, tele jornais, nem nada que fosse chato!

No 10º ano viémos para Lisboa. Nessa altura comecei a descobrir os amigos e as saídas. Foi uma altura muito gira. Tinha muitos amigos, dava-me bem com toda a gente e tinha sempre imensos programas. E um dia, completamente ao acaso, conheci o meu príncipe.Eu tinha 19 e ele 23. E assim começou a nossa vida a 2, que hoje em dia já é a 6! Casámos assim que o Luís recebeu o seu 1º ordenado, e tivémos o Vasco assim que Deus quis que ele viesse. Logo de seguida veio a Rita, passado quase 5 anos a Ana. E depois de muito pensar, veio a Verinha. Não digo que não dê trabalho, mas como digo aos meus filhos „nada se faz sem trabalho“! E as compensações são mesmo muitasJ




Obrigada Jesus pelo jantar



Posts: Uma familia GRANDE - VERA

-“Obrigada Jesus pelo jantar, que estava tão bom.”
- “Porquê mãe, se não foi Ele que fez o jantar?!”

Sempre os habituei a acabar o dia com um pequeno “exame de consciência”, onde falavam no que os preoucupava, pediam  ou agradeciam aquilo que achavam importante. Às vezes gerava conversas indetermináveis, mas havendo energia àquela hora, era de facto um momento importante. Entretanto os mais velhos foram crescendo e começaram a fazer as suas orações já sózinhos. Por isso  comecei a rezar com a Ana à ida para a escola. Tantas vezes que ela pediu que a Verinha nascesse com saúde, que a ecografia corresse bem, os testes, as amigas; mas o mais importante e que eu lhes tento sempre transmitir – é que nunca se esqueçam de agradecer.

Todos os anos a avó Maria José não prescinde da oração de fim férias, na pequena capela de São Sebastião onde os 8 netos foram batizados. Este ano não foi excepção. Normalmente, a minha mãe faz um texto onde enumera todas as coisa que eles têm para agradecer: desde as deliciosas refeições da Deolinda, os fantásticos passeios de bicicleta, as brincadeiras, os miminhos da avó, as limonadas, as tartes de amora, os banhos no tanque...mas este ano a missão de os juntar na capela não foi assim muito fácil. Na última noite antes de irem para a cama, a avó chamou-os todos. Foram para o quarto dos avós e puseram-se em frente ao crucifixo - os 8 netos – e quando íam começar a rezar um deles começa a rir e a seguir outro e outro, até que a avó larga uma forte gargalhada: ”Não consegui Vera, este ano não consegui que eles rezassem a oração!”
Não tenho dúvidas que aquela gargalhada foi a melhor forma que eles tiveram de agradecer a Jesus mais umas férias maravilhosas!

Este ano lectivo, já não sou eu que levo a Ana à escola é o Luís. A Verinha entrou para a creche e o meu novo horário de trabalho mudou um pouco o esquema. Não faz mal, continuamos a rezar na mesma. À noite deito a Ana e sento-me na borda da cama ao lado dela. Rezamos. Quero perceber se estas pequenas mudanças a afectam, quero perceber se o dia lhe correu bem, e quero ter a certeza que a Ana continua a agradecer tantas e tantas coisas coisas maravilhosas que nós os 6  graças a Deus continuamos a ter.

Vera

Uma família GRANDE - Vera



A Mãe Me Quer convidou a mãe Vera para escrever no Blog a partir de hoje. Aqui fica o seu primeiro post.

Uma Mãe GRANDE, de uma familia GRANDE, de um coração GRANDE, que resolve a vida à GRANDE!

TODOS DE FÉRIAS

TODOS AJUDAM

Olá eu sou a Vera. Conheci o Luís há 23 anos, e estamos casados há 16. Sempre quisemos ter muitos filhos. Nunca vivemos com muita largueza, mas sempre vivemos com muito amor.

Temos 4 filhos: o Vasco com 14 (quase 15), a Rita com 13, a Ana com 9 e a Verinha com 1 (quase 2). Tudo foi acontecendo, algumas coisas mais rápidas, outras mais lentas, umas mais pensadas outras nem por isso. Mas o amor e a compreensão, estão sempre presentes.

Cada filho tem a sua personalidade diferente e marcante, e cada um exige de nós à sua maneira. A minha preoucupação é estar sempre lá. E não é depois, tem mesmo que ser no momento. A adolescência pede muito acompanhamento, mas os 9 anos da Ana também precisam de muitos miminhos e a Verinha, nem se fala. É difícil conciliar tudo isto com uma profissão, a gestão de uma casa, uma família grande e muitos amigos. Mas não é impossível. E os resultados compensam tudo.

Neste momento encerrámos mais um ano lectivo. É para mim a altura do ano em que tenho “as defesas mais em baixo”. E antes de irmos de férias temos 4 matrículas em escolas diferentes, muitos papéis, muitas fotocópias, livros escolares para comprar (em 2ª mão), e tudo é muito importante – nada pode ficar mal feito, se não parece que é o fim do mundo. Para agravar a nossa Nanda que estava a tomar conta da Verinha, vai ter o bebé antes de tempo.

Se fosse há um tempo atrás, eu estaria à beira de uma ataque de nervos. Mas não. Com a ajuda de todos, tudo se tem resolvido: acordo mais cedo, vou andar a pé meia hora. Chego a casa estendo a roupa e lavo as casas de banho. Dou o leite à Verinha, visto-a e saio para trabalhar. Entre o Vasco e a Rita, cada um foi o responsável durante 1 semana. Tomam conta, passeiam-na e brincam com ela. Vou almoçar a casa, estou com todos e ajudo a deixar tudo arrumado. Ao fim do dia vou ter com eles ao Parque, comemos um gelado, rimos brincamos, e eles comentam babados as gracinhas da irmã. À noite depois do jantar ainda passo a roupa, todos arrumam nas suas gavetas. E depois de ler 2 páginas dum livro dou graças a Deus pela família que tenho, e adormeço ferrada.

Se eu fazia isto tudo sem a ajuda deles? Fazia, mas não seria a mesma coisa!

Vera.

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