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Alimentação Vegetariana para bebés e crianças

A Alimentação é um tema constante nos nossos encontros, como vegetariana quero sempre saber mais sobre que alimentação dar aos bebés e às crianças caso se queira seguir uma dieta vegetariana. Saíu um livro à pouco tempo - Alimentação Vegetariana para bebés e Crianças da Gabriela Oliveira, que estou cheia de vontade de comprar. 
Hoje falava com a Mãe Maria que me perguntava se podia não dar carne à Mara de 7 meses. Recordo-me quando fui assistir a uma conferência do Drº. Carlos Gonzalez, que uma mãe lhe perguntou sobre a sua opinião em relação à alimentação vegetariana para bebes e crianças de ele perguntar - dá-lhe ovos? Não tenho nada contra ou a favor desde que a criança ou bebé coma alimentos ricos em vitamina B12 muito importante para o desenvolvimento do cérebro.

Recordo-me também de falar com uma amiga vegetariana que tem dois filhos, ela falava-me da importância da alimentação vegetariana não ser imposta. No caso dela os filhos foram vegetarianos até entrarem na escola depois pediram para experimentar carne ela deixou, anos mais tarde, com 8 ou 9 anos o filho voltou a pedir para não comer mais carne. Ela foi respeitando a vontade dele.

No instituto Macrobiotico
http://www.e-macrobiotica.com/consultas_e_servicos/consultas/alimentacao_para_bebes_criancas_e_adolescentes/ os
podes ter consultas com a Eugénia varatojo sobre alimentação para bebés e crianças.

Ficam aqui mais links:

http://www.centrovegetariano.org/Cat-19-Alimenta%25E7%25E3o%2BInfantil.html
http://www.centrovegetariano.org/receitas/Cat-166-Receitas%2Bpara%2BBeb%25E9s%252FCrian%25E7as.html
http://maternavegetarianas.blogspot.com/
http://www.vegvida.com.br/modules/news/article.php?storyid=39

 
Excelentes livros:
Alimentação Vegetariana para bebés e crianças" de Gabriela Oliveira. Editora arteplural edições.
Dieta Vegetariana para pais e filhos, do autor Charles Attwood, Editora Madras e ditribuido em Portugal pela Dinalivro. Custa € 13.09 e pode ser adquirido numa boa livraria ou pela internet, aqui por ex:
http://www.wook.pt/ficha/dieta-vegetariana/a/id/55667/filter/

Livros para crianças

Na sexta-feira fui visitar a livraria Gatafunhos na rua da Trombeta no Bairro alto.

Claro foi impossível não vir com livros debaixo do braço!


Este porque era um dos meus livros favoritos quando era pequenina! Lembro-me de todas as imagens! Cérebro fantástico! Custa 1 euro.


Este tem umas ilustrações lindas e a história é muito engrançada é um dragão que descobre um ser humano e leva-o para a sua terra para investigação!


Este livro foi escrito para o Lautaro, que conheço muito bem e por isso o carinho. O livro fala sobre a saudade, a definição de saudade! será que existe ou só sentimos? Um bom livro para falar com as crianças sobre tudo o que sentimos mas às vezes não conseguimos explicar.


Um livro muito bom para quando as crianças não gostam de comer muitas coisas! Muito engraçado e dá uma boa dica para usar a imaginação durante as refeições.

Livros sobre sexualidade


A Drª. Adriana estava connosco no encontro com a Patricia Lemos onde falamos sobre saúde mestrual.

Falamos de vários temas um deles foi a utilização da pílula e os seus impactos no nosso corpo, então como fazer para não a usarmos? e falámos de todas as hipoteses...

Durante a conversa a Adriana falou-nos do que observava do ponto de vista da homeopatia em relação ao uso da pílula e sugeriu-nos que não podiamos deixar de ler alguns livros, aqui vão eles!





Drª. Adriana:

"Tu sexo es tuyo", da Sylvia de Bejar
A tradução para português na Bertrand é penosa já que falhou redondamente em transpor à nossa língua o tom de à-vontade, intimidade e cumplicidade com que a Sylvia nos brinda. As re-edições deste livro estão esgotadas e aconselho a compra do e-book. Se tivesse de escolher 'o' livro sobre sexualidade seria este. Se não puderem mesmo ler em castelhano, ignorem o tom formal da edição portuguesa e imaginem que estão a ter uma conversa de café com uma grande amiga. Foi precisamente assim que conheci a Sylvia e é assim que este livro deve ser encarado - uma companheira de confidências, com muita piada. Excelente para dizer ao marido/namorado aquilo que às vezes nos custa verbalmente: "Olha, está ali na página 73, é muito interessante, não achas?!"
Eles adoram lê-lo. Afinal de contas "quem é o namorado que não nos quer ver com um sorriso de orelha a orelha?"

Outros um pouco mais técnicos mas muito interessantes e reveladores são:









"The Multiorgasmic Man" e "The Multiorgasmic Couple".

É absolutamente fascinante as sensações que os mistérios do nosso corpo nos revelam. Um pouco como o exemplo que a Patrícia nos deu sobre as mulheres que poderiam conter o fluxo menstrual até chegarem a um lugar mais conveniente, somos capazes de coisas inacreditáveis quando temos a coragem de deixar que o corpo tome as rédeas da nossa vivência.
Como vos digo, não se tratam de posições mais ou menos eróticas mas sim da partilha e do descobrimento de algo que afinal é tão fundamental ao equilíbrio humano.

Outros que não mencionei mas que deixo aqui para complementar o tema:


"The Soul of Sex" E o último da Sylvia
"Deseo" - para casais.

Espero que seja do vosso interesse.
Se necessitarem de mais alguma referência ou link, não hesitem em contactar-me.

Um beijinho a todas


Adriana


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Dr Adriana T Candeias
www.appliedsustainablehealth.co.uk
info@appliedsustainablehealth.co.uk

O Amor e a Morte

Esta semana comprei mais dois livros para a minha coleção preferida. Que feliz que me deixou esta compra e a leitura.

Tema - AMOR - O que é o Amor? de Davide Cali - Anna Laura Cabtone. Editora Gato na Lua
Tema - A MORTE -O Urso e o Gato selvagem. de Kazumi Yumoto e Komako Sakai. Editora Brúa


Este é um bom livro (muito divertido) para trabalhar os sentimentos, o Amor. Depois de contar a história ao Xavier pedi-lhe para ele dividir a folha em duas parte uma para o amor e outra para a paixão. O Xavier tem 9 anos e escreveu o que sentia com o corpo quando estava apaixonado (que esta e muito pela Marta) e o que sentia em relação ao Amor.



Este ainda não trabalhei com ele mas conto fazê-lo muito em breve. Não é fácil falar sobre a morte com as crianças. Um assunto que para nós adultos é dificil de encarar, que muitas vezes fugimos dele e por isso quando se trata de o abordar com as crianças também temos a mesma atitude, fugir ou esconder o tema. Penso que não é a solução, este é um bom livro para trabalhar o tema. Uma delicada história e umas ilustrações deliciosas.


Brincar com as Sombras - Livros



Lembro-me que ficava horas e horas (ou pelo menos é isso que tenho na memória em relação ao tempo) a brincar com as sombras. Adorava intrelaçar os dedos, até porque era difícil, e como por magia apareciam animais na parede do meu quarto, às vezes até descobria outras coisas. Era eu e a minha amiga imaginação a brincarmos.

Há muito pouco tempo descobri que no espaço dos encontros há sombras maravilhosas. Agora no inverno aparecem depois das 18:00, ligo um candeeiro e elas lá começam aparecer. 





CUIDADO: Não se percam neste site. Este Senhor Hervé Tullet é perigoso de tão encantador!




Este fim de semana a Alice ficou aqui em casa então bricamos tanto com as sombras. Fui buscar o livro  do fantástico senhor Tullet e depois foi só magias com as sombras.


Colocamos a luz por baixo, por cima, de lado, apareciam sombras por tudos os lados de diferentes tamanhos.





No final levantamo-nos e fomos brincar com as sombras do nosso corpo. A Alice ficou feliz da vida porque a sombra dela crescia e ficava pequenina sempre que andava para a frente ou para trás e quando descobriu que a sombra dela era tão tão grande que tocava no tecto!


Mas as sombras tambem aparecem durante o dia na praia não há melhor do que jogar ao jogo da apanhada com as cabeças sombra. Cada um tem que apanhar só a cabeça sombra de cada um...








Algumas sombras que me lembro de fazer quando era pequenina...

Roger Hargreaves: Senhor Feliz - Livro


Ontem a minha linda Mãe ofereceu-me o Senhor Feliz, fiquei com um sorriso parecido com o Senhor Feliz, GIGANTE! Tinha este livro quando era pequinina e lembro-me principalmente do senhor Desmazelado, gostava dele. Este presente fez-me recordar a infância e aguçar a curiosidade do reencontro com estas curtas narrativas nas quais as personagens, que simbolizam o comportamento humano, transmitem sempre uma mensagem positiva baseada no humor.


Editorial Presença: 2,69euros


Sinopse: O Senhor Feliz está à tua espera nesta coleção que promove a expressão das emoções e o humor através de personagens em que todas as pessoas, das mais novas às mais crescidas, se podem rever.
Senhoras e Senhores é uma coleção que poderá dirigir-se tanto a crianças a partir dos quatro anos, como a adultos, que procurem um gift book, simbólico e humorístico, que retrate pessoas ou situações do quotidiano em traços gerais e caricaturados.




Histórias

 
PLANTAR ÁRVORES PARA CURAR A TERRA
 
Desde a independência do Quénia, nos anos 60, que o governo tem trabalhado para modernizar o país, mas muitos problemas se têm deparado. À medida que a população cresce, mais árvores são cortadas para se obter terra para cultivar e lenha para cozinhar e aquecer. Sem as raízes das árvores para segurar a terra, as chuvas fortes fazem desaparecer o solo fértil. As florestas estão a dar lugar a novos desertos.
 
♦♦♦♦♦♦
 
Esta é a história de alguém que está a trabalhar para melhorar a vida dos habitantes do Quénia. O nome dela é Wangari Maathai, e o seu trabalho não é nada fácil. Wangari Maathai foi uma das quenianas que tiveram a sorte de receber uma formação académica. Na escola, disseram-lhes, a ela e aos outros jovens, que seriam eles os futuros líderes do país. Teriam a responsabilidade particular de trabalhar para ajudar o povo queniano. Wangari tomou a sério esta responsabilidade. Quando acabou a escola e viu o que estava a acontecer à terra, decidiu ajudar a plantar árvores. Não umas poucas árvores no jardim lá de casa, nem algumas centenas numa pequena floresta, mas milhares de árvores, milhões mesmo.
O seu primeiro projecto não correu muito bem. Conseguiu obter de graça seis mil árvores, mas estas eram frágeis, com raízes pequenas e apenas algumas folhas. Decidiu dá-las a plantar a pessoas que precisavam muito de trabalho. Mas essas pessoas não tinham nem as ferramentas necessárias, nem dinheiro para irem de autocarro até ao trabalho. Acresce que, devido a uma época de seca excessiva, o governo decidiu que não se podia utilizar água nos jardins. Apenas duas das pequenas árvores não morreram. Foi um começo muito desencorajador.
Por essa altura, Wangari foi a uma conferência das Nações Unidas no Canadá. Conheceu pessoas como Margaret Mead e Madre Teresa, pessoas com muita experiência no tocante a melhorar as vidas dos outros. Isso deu-lhe forças para continuar a tentar, mas percebeu que não poderia fazê-lo sozinha. Wangari voltou então para o Quénia e fundou uma associação de mulheres de todo o país. O seu primeiro projecto foi levar líderes importantes a plantar sete árvores em Nairobi, a capital do Quénia, em honra de sete grandes heróis quenianos. As suas fotografias saíram nos jornais, tendo tido assim muita publicidade. Infelizmente, as pessoas que deveriam ter tomado conta das árvores não lhes deram água suficiente. As árvores depressa morreram.
Em seguida, Wangari e a associação estabeleceram o objectivo de plantar milhões de árvores em terrenos públicos. As pessoas que viviam perto olhariam por essas árvores. Chamaram ao projecto “Salvem a Terra Haram-bee” (Ha-rahm-BAY quer dizer ”Caminhemos na mesma direcção”). O departamento florestal do governo gostou dos projectos das mulheres empenhadas e concordou em dar-lhes, de graça, plantas semeadas. Mas quando o comité pediu quinze milhões de plantas ainda novas, o departamento decidiu que não podia ser assim. Quinze milhões eram demasiado.
Isto deu outra ideia a Wangari. Além de ajudar a plantar árvores, queria também dar poder às pessoas que não tinham nenhum: por que não treinar as mulheres para criar viveiros de árvores? Assim, as mulheres poderiam ganhar dinheiro ao fornecer-lhe as árvores que ela queria plantar. A ideia funcionou. As mulheres foram ensinadas a fazer enxertos de árvores que cresciam naturalmente nas suas zonas. Aprenderam a plantar árvores, a cuidar delas e a gerir um pequeno negócio. Estavam a aprender a ajudar-se a si próprias e, ao mesmo tempo, a ajudar a terra. Era maravilhoso. Em breve, muitas pessoas começaram a plantar os tipos certos de árvores, da forma correcta. Plantavam-nas em fila, de modo a servir de barreira contra o vento e a manter a humidade do solo. À medida que as árvores cresciam e os seus ramos se expandiam, podiam ser podadas. As que eram abatidas serviam como lenha. O que era igualmente maravilhoso.
Todas as rádios e televisões davam notícias sobre as plantas e as árvores novas. Chegaram cartas de escolas, de igrejas, de instituições públicas, a pedir árvores para plantar. A ideia de Wangari ganhou um novo nome. Passou a chamar-se Green Belt Movement. Por todo o Quénia, tanto nas cidades como nas aldeias, as pessoas começaram a formar associações. Os membros do Green Belt reuniam-se para explicar a importância das árvores. Arranjavam ferramentas de jardim, tanques de água, e davam formação àqueles que eram contratados para olhar pelas árvores. Muitas vezes, contratavam pessoas com deficiência, para as quais encontrar trabalho era ainda mais difícil. Centenas de pessoas conseguiram assim um emprego.
Wangari descobriu que, frequentemente, as pessoas plantavam as árvores com grande entusiasmo, mas que, depois, desistiam de cuidar delas. Por isso, muitas árvores morriam. Então, os membros do Green Belt tentaram uma ideia nova. Sempre que se plantavam novas árvores, prometiam mandar a essas pessoas dinheiro pelas árvores que ainda estivessem vivas seis meses depois da plantação. Saber que seriam monetariamente recompensadas fazia com que as pessoas fossem mais cuidadosas com as pequenas árvores enquanto estas criavam raízes.
Mas Wangari estava preocupada: muitos plantadores de árvores tinham trazido novos tipos de árvores que cresciam rapidamente. Estas podiam ser cortadas e vendidas mais cedo do que as árvores naturais do Quénia. As pessoas descobriram que, assim, conseguiam dinheiro mais depressa… Mas as árvores que são plantadas para serem abatidas dentro de poucos anos não resolvem o problema da erosão do solo. E estas árvores perturbam o equilíbrio próprio da natureza. Além de lenha e material para construção, as árvores nativas do Quénia fornecem igualmente forragem para animais, frutas, mel e ervas medicinais, coisas que as árvores importadas não provêm.
Wangari começou então a trabalhar arduamente para ensinar às pessoas que as árvores nativas são melhores para o Quénia e foi-se apercebendo de que os seus esforços não têm sido em vão: em apenas doze anos, foram criados mil e quinhentos viveiros de árvores. Mais de dez milhões de árvores nativas foram plantadas em terrenos públicos pelo Green Belt Movement. Muitas estão em recintos verdes perto de escolas e são as crianças que tomam conta delas. Mais de um milhão de crianças fazem este trabalho. Cada criança cuida de uma ou de duas árvores. Em 1989, o Global Windstar Awards deu a Wangari Maathai dez mil dólares pelo seu trabalho de plantação de árvores e de defesa do ambiente no Quénia. As pessoas perguntaram-se o que iria ela fazer com todo esse dinheiro. Na cerimónia de entrega do prémio, Wangari anunciou que o daria a viveiros de á rvores e às associações do Green Belt Movement noutras partes de África.
Wangari Maathai fala muitas vezes sobre “aquilo que há de Deus” em todos nós. Acredita que “o que há de Deus em nós” é a nossa capacidade de nos importarmos com as pessoas – todas as pessoas – e com a nossa Terra preciosa.
 
Janet Sabina e Marnie Clark
 
Lighting Candles in the Dark
Philadelphia, FGC, 2001
(Tradução e adaptação)

clube das histórias

Clube das Histórias

Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão

________________________________________________________ 

A pastora Aurora

 

No cimo duma serra, num ninho que os pássaros tinham feito para ela, vivia uma fada. Era pequenina, alegre, de olhos muito claros e uma engraçada cabeleira toda aos caracóis. Por isso lhe chamavam a fada Caracolinhos.

Por essa mesma serra, andava a guardar gado uma pastora chamada Aurora. Muitas vezes, Caracolinhos ia visitar a pastora para a ajudar a encontrar alguma ovelha perdida ou só para conversar, para encher os dias da pequena Aurora que nunca tinha com quem brincar.

Uma tarde, a fada encontrou a sua amiga mais pensativa do que era habitual.

— Que tens, Aurora? — perguntou a fada. — Estás triste?

— Não, não estou triste — respondeu a pastora. — Estive a pensar que devem existir coisas lindas para lá desta serra onde sempre vivi. Fala-me de tudo o que sabes e de tudo o que viste.

Sempre gentil, Caracolinhos falou longamente das árvores, dos vales, das águas do mar, das areias das praias, da neve das serras...

Quanto mais ouvia a fada, mais pensativa ficava Aurora.

— Gostava de ver o mar... — disse por fim a pastora.

Caracolinhos riu-se.

— Nada mais fácil. Anda comigo — convidou a fada.

Um leve toque da varinha de condão e as duas amigas estavam já na praia, onde o mar se desfazia em espuma.

— Olha, Caracolinhos, estão ali os meus carneiros! — admirou-se a pastora.

— Não, Aurora, não são os teus carneiros. O que estás a ver são as ondas do mar — explicou a fada.

Mas a pastora teimou:

— Talvez sejam ondas do mar, mas a mim parece-me que estou a ver os meus carneiros a correr e a saltar.

Voltaram para a serra e nessa noite a pastora sonhou com as ondas do mar.

No dia seguinte, Aurora fez outro pedido à sua amiga:

— Leva-me a ver a neve nas montanhas.

Novo toque da varinha de condão e já os olhos de Aurora se abriam para as altas montanhas das neves eternas.

— Olha, Caracolinhos, está ali o meu rebanho!

— Não, Aurora, o que vês além é neve e gelo que cobrem as serras — explicou a fada.

— Talvez — disse a pastora — mas parece mesmo o meu rebanho.

Nessa noite Aurora sonhou com a neve que caía na serra.

Passados dias, a pastora pediu à fada que a levasse a ver as árvores do vale. Quando lá chegaram, as árvores estavam cobertas de lindas flores brancas.

— Olha, Caracolinhos, olha ali o meu rebanho!

— Não, Aurora, o que tu vês são as flores das árvores do vale — explicou pacientemente a fada.

— Está bem. Tu dizes que são flores, mas o que eu vejo ali é o meu rebanho! — insistiu a pastora.

No dia seguinte, Aurora nada pediu à fada. Olhava o rebanho e sorria.

— Onde vamos hoje? — quis saber Caracolinhos.

— Fico por aqui — disse a pastora. — Fico a olhar as ondas do mar, as flores do vale e a neve na serra. Repara bem. Olha o meu rebanho. Não vês ali a brancura da neve? Não vês ali o ondular das águas do mar? Não vês além as nuvens que se juntam e se afastam? Vejo tudo isso, olhando o meu rebanho.

A fada e a pastorinha sorriam, enquanto o rebanho se espalhava pela encosta da serra.

 

 

Natércia Rocha

Castelos de areia

Venda Nova, Bertrand Editora, 1995

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Caros leitores,

O Projecto intitulado Clube de Contadores de Histórias, nascido em 2006 na Escola Secundária Daniel Faria – Baltar, tem vindo, ao longo dos anos, a difundir-se de uma forma significativa, não só em Portugal, mas também no Brasil e nos países africanos de língua portuguesa. No sentido de assegurar a continuidade de referido clube, foi constituída uma equipa pedagógica, formada por professores de vários grupos disciplinares e provenientes de diversos estabelecimentos de ensino, que tomarão a seu cargo a selecção, preparação e envio de uma história semanal por correio electrónico, tal como habitualmente tem vindo a ser feito.

Esperando que o projecto continue a merecer a melhor atenção por parte do público leitor, despede-se com os melhores cumprimentos,

 

A Equipa Coordenadora do Clube das Histórias

             eb1@contadoresdehistorias.com

 

livro para uma vida mais simples


Simplicidade Voluntário 
Duane Elgin

Um modo de vida simples e equilibrado para um futuro sustentável

Leya

Manuela Castro Neves

Um livro a não perder!

Da Vida na Escola - Histórias com crianças dentro
Manuela Castro Neves
Edições ASA

Aqui vai um pequeno texto do Livro, para irem depois a correr comprá-lo e lerem deliciados cada página...

"Anabela

lembro-me de ter visto entrar no primeiro dia de aulas com uma saiinha de xadrez, uma cara muito franzina, o cabelo quase rapado, trazendo pela mão o irmãozito gémeo e uma mala de plástico encarnada.
O que me impressionou nela foi o arzinho de espanto a olhar para tudo, qualquer coisa expressa como uma indecisão entre o choro profundo e o sorriso.
Quando a mãe se foi embora não olhou, mas quando lhe perguntei o nome, foi o irmão que respondeu por ela. Nesse dia não quis sentar-se, nem brincar, nem cantar, nem despir o casaco. Coladinha ao irmão, cirandava pelos cantos da sala ou pelas árvores do pátio. Muda. Aparentemente tão longe dali. Onde estaria?
Chamava-se Anabela e tinha ainda seis anos por fazer. Morava num bairro operário a 4 km da escola. A mãe, mulher a dias, deixava-a lá a ela e ao irmão todas as manhãs antes de pegar ao trabalho, um beijo já em corrida, um "portem-se com juízo" pouco convicto, ao dobrar o corredor. ("Agora, minha senhora, é um descanso. Antes de os trazer p'raqui tinha que os deixar metidos na cama, fechados à chave e só podiam ir prá rua quando eu chegava a casa. Uma mãe traz sempre o coração em balanços. É a vida dos pobres!").
Quando comecei a dar-lhe o material para as mãos- lápis, tinta, papel, pincéis - a Anabela olhava para aquilo tudo atentamente, mas não tocava em nada. Eu bem a incitava a pegar nas coisas, a desenhar; bem lhe mostrava os efeitos que "aquilo tudo" produzia, mas ela respondia sempre: "eu não sei" ou "eu não quero".
Falei com a mãe para tentar compreender. Disse-me que eu obrigasse a menina, que lhe batesse. Que ela e o pai não conheciam uma letra e que tinha mesmo que ser eu a ensiná-la.
Percebi então que a Anabela vinha de muito mais longe do que 4 km que a separava da escoal. Vinha de um país sem letras nem escritos, onde o lápis e as canetas eram bichos raros, porventura terriveis e castrantes e onde os saberes eram de natureza outra e as palavras tinham entoações diferentes.
Imigrada ali um pouco, a Anabela! Estrangeira entre nós, apesar de portuguesa!
O tempo foi passando e a menina ia-me parecendo mais integrada, mais participante. Já de vez em quando cantarolava e nos recreios jogava à "apanhada" e ao "bate e foge". Porém, os lápis e o papel eram coisas em que não tocava ainda.
Eu não sabia como resolver o problema e sentia-me muito inquieta por isso. Até que um dia foi preciso sair da escola e apanhar lenha e caruma para fazer uma fogueira. Chegámos à sombra de um grande pinheiro e começamos o trabalho. Reparei então que a Anabela apanhava a caruma de um modo muito mais veloz que os outros, habituados os dedos a essa tarefa e a outras semelhantes, com que ajudava a mãe.
Disse a todos que parassem e vissem. Pedi a ela que lhes ensinasse a sua técnica, o que fez sem hesitação  e sem palavras. A tarde terminou com castanhas, fogueiras e cantigas.
Na manhã seguinta, a Anabela entrou na aula aparentemente como nos outros dias. Só que, quando eu distribuí os materiais, agarrou logo numa folha de papel e um lápis azul claro. Desenhou então, muito rapidamente, uma forma vaga arredondada, uns riscos curvos imprecisos e disse-me, toda contente: "Olhe... é um passarinho!" Eu olhei. Por muito tempo.
Garanto que nuna mais na minha vida voltei a ver um pássaro que me emocionasse tão profunda,ente como aquele!"
              Manuela Castro Neves
Da Vida na Escola


Lançamento do Livro da Ângela e da Sandra - Family Coaching

A Mãe Me Quer estava lá muito orgulhosa, até choramos... e sorrimos e abraçamos muito a Ângela, um bocadinho porque havia muitas pessoas a querer fazer o mesmo!




Autor: Sandra Belo e Ângela Coelho
P.V.P.: 13,90 €
Data 1ª Edição: 2010
Editora: Oficina do Livro

Pistas e desafios para ter uma família feliz

Sobre a obra:
Lidar diariamente com as teimosias e as birras dos filhos pode ser uma tarefa extenuante, apesar de se tratar do trabalho mais importante do mundo – ser pai e ser mãe. Não é fácil encontrar energia e estratégias capazes de transformar comportamentos próprios de crianças em momentos felizes e sem birras.
Neste sentido, Sandra Belo e Ângela Coelho são pioneiras em Portugal do método coaching parental, cujo objectivo é, precisamente, transformar e gerir as relações familiares.
Resultante do trabalho desenvolvido pelas autoras com centenas de pais e mães nos últimos anos, Family Coaching propõe desafios aos pais que lhes permitem melhorar vários aspectos da vida familiar, como gerir o stresse causado pela correria do dia-a-dia, equilibrar a vida profissional com a vida familiar, conseguir impor regras e disciplina, e assim desfrutar de momentos alegres e tranquilos em família.

Excerto
«Estou certo de que o Leitor faz parte de um excelente plantel, integrado num excelente balneário, mas por vezes há a necessidade de arranjar um bom treinador - um coach -, que não joga por nós nem se mete nas relações interpessoais, mas puxa por nós porque acredita que somos capazes de ir até aos limites... ou até para lá deles. Um treinador de família que, perante os desafios e os objectivos comuns, agarra em nós e nos faz transcender. Este Livro, em boa hora escrito pela Ângela Coelho e a Sandra Belo, dá uma excelente ajuda (...).»
Mário Cordeiro in Prefácio

Lançamento do Livro


Lançamento do livro “Family Coaching: 36 desafios para pais extraordinários”.

 

No dia 4 de Novembro, na Livraria Bulhosa do OeirasParque, pelas 18h30. As crianças são bem-vindas!

A equipa Family Coaching

family 
   COACHING  
a pensar na próxima geração 
www.familycoaching.pt 

Livros e livrarias...





Uma Livraria a não perder em Bruxelas http://www.cookandbook.be/ 
É de perder a cabeça, um ambiente mágico.

Um Livro Frânces "Le Creus de ma Main" da Editora Sarbacane... delicioso.



Um Livro vindo da Argentina "Mamas del Mundo" da editora La Galera...Imagens lindas de mães no mundo.


Livro NASCER


Um livro delicioso com imagens e rigor ciêntifico. Como nascem os animais... como funciona a natureza e o mais maravilhoso mundo de dar à luz. Uma forma de olhar como nascemos...

Título:
NASCER
Animais extraordinários
autores: Xúlio Gutierrez e Nicolasz Fernandez


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